Teia SP

Guia colaborativo de dispositivos de São Paulo

Projeto idealizado e desenvolvido pelas psicólogas: e

Sobre este projeto

A Teia Invisível que Possibilita o Cuidado

Os fungos são organismos vivos que formam um reino próprio da natureza. Embora muitos sejam conhecidos pelos cogumelos, a maior parte dos fungos vive escondida sob o solo, formando uma extensa rede de filamentos microscópicos. Essa rede conecta as raízes das plantas, transportando água, nutrientes e informações, fortalecendo os ecossistemas e tornando a vida mais resiliente.

Essas redes subterrâneas somam mais de 100 quatrilhões de quilômetros, constituindo uma verdadeira infraestrutura natural invisível. Por meio delas, as plantas compartilham recursos, respondem a mudanças no ambiente e se fortalecem mutuamente.

O que parece um conjunto de organismos isolados é, na realidade, uma grande rede de cooperação.

Foi dessa compreensão que nasceu a Teia SP. A partir desse emaranhado, pensamos em olhar para a cidade de forma semelhante. Assim como os fungos conectam diferentes seres vivos, uma cidade também depende do contato entre pessoas para criar as redes e garantir acessibilidades. Saúde, assistência social, educação, cultura, trabalho, habitação e justiça não funcionam de maneira isolada: quando esses serviços estão articulados, fortalecem a proteção social e ampliam o acesso aos direitos.

A Teia SP é fruto da percepção de uma dificuldade concreta enfrentada pela população: a fragmentação da rede de serviços e a dificuldade de encontrar informações de forma organizada e integrada.

Somos um guia colaborativo que reúne dispositivos, equipamentos e iniciativas da cidade de São Paulo e contamos com você para contribuir acrescentando dispositivos que ainda não estejam cadastrados, ajudando a construir um mapa cada vez mais completo, atualizado e útil para toda a comunidade.

Referências
  • Society for the Protection of Underground Networks (SPUN). A Hidden Infrastructure: Mapping the World's Underground Fungal Networks. Disponível em: spun.earth
  • Revista Aventuras na História. Redes subterrâneas de fungos somam mais de 100 quatrilhões de quilômetros. Disponível em: aventurasnahistoria.com.br
  • Smith, S. E.; Read, D. J. Mycorrhizal Symbiosis. 3. ed. London: Academic Press, 2008.
  • Paul Stamets. Mycelium Running: How Mushrooms Can Help Save the World. Berkeley: Ten Speed Press, 2005.
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Moradia

RI

Residência Inclusiva

O que é

É uma modalidade de acolhimento exclusiva para pessoas com deficiência no âmbito da assistência social. Ela se destina a jovens e adultos com deficiência que não disponham de condições de autossustentabilidade ou de cuidado familiar.

Diferente dos grandes abrigos, a residência inclusiva deve ser uma casa inserida na comunidade, de padrão similar ao de uma residência familiar. O objetivo é romper com estigmas segregadores de atendimento, garantindo a este público atenção personalizada e condições mais dignas de acolhimento.

Nesta perspectiva, as residências inclusivas são importantíssimas para possibilitar a proteção de pessoas com deficiência que vivem há muitos anos institucionalizadas para uma condição que garanta convívio familiar e comunitários.

Mudança de padrão

Este procedimento de superação gradativa da logica asilar de acolhimento é chamado de processo de reordenamento. Ele busca substituir os abrigões totalizantes por unidades de atendimento inseridas na comunidade e articuladas com demais serviços.

A mesma residência deve ser ocupada por pessoas de diferentes graus de dependência e diferentes tipos de deficiência, evitando-se segregações.

A residência inclusiva está prevista como modalidade de acolhimento provisória institucional do SUAS, devendo ser excepcionalmente de longa permanência – ainda que a perspectiva de saída de parcela relevante da população atendida nestas unidades seja distante.

Em razão disso, a exigência de que sejam elaborados Planos de Acompanhamento e de que haja uma equipe multiprofissional de referência habilitada a acompanhar a construção e o desenvolvimento destes projetos, que podem ser gerenciados pelo poder público municipal (execução direta) ou em parceria com entidades privadas de assistência social (execução indireta). Em quaisquer hipóteses, o acolhimento deve ser gratuito para quem dele precisar.

Capacidade: Até 10 pessoas por residência

Público: Jovens e adultos com deficiência e em situação de dependência.

Público atendido
PCD
Secretaria
Secretaria da Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS)
direito a moradiamoradia digna